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Uma Energia Extraordinária
25/08/10
No segundo semestre de vida, ele se transformará em um bebê muito interessado no mundo externo, capaz de manifestar suas alegrias com sorrisos e gritinhos, e sempre com uma grande vontade de se movimentar. É especialmente está última e nova habilidade que de agora em diante será aperfeiçoada.
Hora de engatinhar: muitos bebês iniciam a engatinhar no mesmo período em que conseguem ficar sentados, outros algum tempo depois. Porém quase todos os bebês, entre o 7° e 8° mês demonstram vontade de engatinhar, mas somente próximo ao 9° mês é que conseguem com sucesso. Também neste caso, é uma tarefa que requer várias tentativas, às vezes frustradas: pode acontecer que o bebê ao fixar um brinquedo que esteja fora de seu alcance faça um grande esforço para alcançá-lo, indo porém para trás ao invés de para frente. Isso porque ele ainda não tem o controle eficaz dos membros inferiores, e ainda não lhe é claro como funciona o mecanismo das direções. É uma fase que dura pouco: tentando e tentando novamente, ele acaba aprendendo a seguir para frente. Assim que ele começar a se sentir mais seguro dos próprios movimentos, seguirá sua mãe pela casa como uma sombra, isso porque não gosta de se sentir sozinho (você já entendeu isso há alguns meses…) e também porque é uma grande satisfação demonstrar o quanto é capaz.
Incansáveis ginastas: olhando seu filho que se movimenta continuamente, você se perguntará: “mas… os bebês não se cansam nunca???” Na realidade, eles têm uma energia extraordinária, e isso é muito positivo, pois é só através de suas inúmeras tentativas que conseguirão descobrir o modo certo de fazer as coisas. Movimentando-se horas a fio, tentando engatinhar, tentando manter o equilíbrio, etc… é que ele aprende a coordenar os movimentos, fazendo assim um exercício fundamental para poder em breve começar a andar. Se você observá-lo com atenção nas primeiras semanas em que aprende a engatinhar, verá que braços e pernas não estão em sintonia, e ele levará algum tempo para conseguir avançar, ao mesmo tempo, braço e perna de um lado e depois do outro.
A hora dos tombos: assim que ele aprender a engatinhar, ninguém mais o segura… a partir do 8° ou 9° mês, ele tentará ficar em pé, apoiando-se em alguma coisa. Isso irá requerer muito tempo, paciência e infinitos tombos. Faça com que suas primeiras tentativas sejam feitas em uma superfície macia para evitar que ele se machuque, sem objetos perigosos nas proximidades, e fique sempre por perto…
A emoção dos primeiros passos: não existe um tempo definido para um bebê começar a andar, normalmente acontece próximo de seu primeiro aniversário… cada bebê tem seu próprio ritmo e etapas pessoais de desenvolvimento, por isso não se preocupe se seu filho não tentar caminhar na mesma época que outros bebês da mesma idade, e nem tente forçá-lo (pode acontecer que ele não esteja ainda pronto e provavelmente cairá com mais frequência, provocando ainda maior prudência em suas tentativas). Os primeiros passos de um bebê representam uma grande satisfação às vezes acompanhada de uma certa frustração: as quedas serão frequentes, e pode acontecer que seu bebê fique com raiva toda vez que perder o equilíbrio e se ver de novo no chão. Esta fase é breve, e logo ele estará pronto para a conquista do mundo com seus próprios pézinhos… cena imortalizada em todos os filmes de família, onde ele consegue sozinho, tremulante, alcançar orgulhoso os braços abertos de seus pais que o esperam do outro lado da sala.
Andador: eis a grande questão! Até alguns anos atrás, o andador era considerado um válido instrumento para deixar que seu filho andasse pela casa sem correr riscos. Hoje, porém, os especialistas são contrários a um uso precoce do andador alegando que ele interfere com as tentativas que ele deve iniciar a fazer para aprender a caminhar, e que se o bebê for muito pequeno provavelmente usará a ponta dos pés para se locomover, o que mais adiante pode trazer alguns problemas. Muitas mães optam assim mesmo pelo andador, para dar mais liberdade a seus bebês de explorarem a casa, mas é importante lembrar que é aconselhável usá-lo somente a partir do 10° mês, e sempre na presença de um adulto.


